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Casal de mestre-sala e porta-bandeira é destaque no ensaio técnico do Uirapuru da Mooca

Na noite deste último sábado, o Uirapuru da Mooca realizou o seu ensaio técnico visando o Carnaval 2024. Foi um treino que começou tudo certo, mas depois que a escola passou pelo recuo, caiu aquele típico temporal paulistano. Porém, em análise, foi algo regular. Dá para destacar positivamente somente o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que teve um desempenho correto e se mostrou totalmente entrosado. Principalmente a porta-bandeira, que segurou o pavilhão com o forte vento que fazia. Os demais quesitos, tiveram desempenho médio ou com falhas.

O Uirapuru terá somente este ensaio e o enredo é “Da Estrela Guia Que Brilha No Céu, Vem Aí, A Mocidade Independente de Padre Miguel”, com realização do carnavalesco, Antônio Carlos Ghiraldini.

Comissão de frente

A ala fazia movimentos dentro do samba-enredo, que remete aos principais momentos da verde e branco da Vila Vintém. Os componentes estavam vestidos de roupas curtas, sendo vestidos ou somente saias nas cores tipo rosê. Entretanto, em alguns momentos do samba ficava um tanto confuso, pois não havia coreografia em alguns versos. Os componentes simplesmente caminhavam ou paravam.

O ponto alto da coreografia é o refrão do meio, onde os integrantes fazem o movimento de batendo o tambor. A estrofe cita o mestre André e a bateria “Não Existe Mais Quente”, da Mocidade.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Foi o destaque do ensaio do Uirapuru. O casal Anderson Guedes e Pâmela Yuri, performou de maneira satisfatória. Os movimentos sincronizados e a coreografia dentro do samba, mostraram que estão totalmente ensaiados. A porta-bandeira não tirou o sorriso do rosto e realmente teve um grande desempenho.

No momento já fazia uma grande ventania, mas Pâmela teve uma grande força para segurar o pavilhão e não deixar a bandeira enrolar. Foi um ensaio ‘redondo’, que pode ser destacado entre os demais quesitos.

Harmonia

Já o canto da escola é um destaque negativo. Nitidamente a maioria dos componentes ensaiaram sem saber cantar o samba. Até tentavam, mas saía um verso ou outro. Essa situação só foi melhorar nas últimas alas da escola. Curiosamente a ala das baianas era a que mais cantava no primeiro setor do treino. Curiosamente, a ala das baianas sabia melhor a trilha-sonora do que as próprias alas comerciais. O quesito harmonia é um ponto para a agremiação ficar de olho.

Evolução

Se o canto não funcionou, pelo menos os componentes tentaram fazer valer o ensaio na base da empolgação com a dança. As primeiras alas tinham coreografias especiais e foi funcional. Aliás, a escola aparentemente vai apostar bastante neste tipo de estratégia, pois até fechou o treino com uma ala coreografada.

Dentro dessa evolução, a maioria das alas carregavam bexigas nas cores das alas, o que dava um contraste maior dentro da pista.

Samba-enredo

É um dos sambas mais bem requisitados do Grupo de Acesso II. O enredo é uma homenagem à Mocidade Independente de Padre Miguel e conta tudo sobre a escola. A fundação no futebol, principais enredos, invenção de paradinhas e cita mestre André, por exemplo. Além de ter uma melodia alegre.

O intérprete André Ricardo teve uma performance satisfatória junto aos demais apoios. O cantor é experiente e também faz parte do time musical do Tatuapé.

Outros destaques

A bateria ‘Moocadência’, regida por Murilo Borges, soltou bossas estratégicas. Optou por fazer um ensaio marcando o samba-enredo.

Como foi citado anteriormente, a ala das baianas teve uma performance no canto que sobressaiu as demais alas do primeiro setor. As mães do samba estavam vestidas com branco na frente e detalhes em azul e amarelo, que são as cores da agremiação.

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