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Governo do Ceará inaugura Museu Ferroviário no complexo Estação das Artes







18 de novembro de 2023 – 09:36
#Estação das Artes #história #Memória #Museu Ferroviário João Felipe


Isabella Campos – Ascom Casa Civil – Texto

Hiane Braun – Casa Civil – Foto


O museu é o quinto equipamento inaugurado no complexo

O governador Elmano de Freitas inaugurou, na noite da última sexta-feira (17), o Museu Ferroviário Estação João Felipe, no Complexo Estação das Artes. Acompanhado da secretária de Cultura, Luísa Cela; o diretor- presidente do Instituto Mirante, Tiago Santana; a diretora do Museu Ferroviário, Cristina Holanda; e outras autoridades, o governador enfatizou a importância do momento para a história do Ceará.

“Eu sou de uma cidade que foi criada a partir de uma estação ferroviária. Cresci vendo as pessoas na estação e a economia da cidade partir dela. Mas quem conhece um pouco da história do Ceará, de coisas boas e coisas não tão boas, partiram das linhas ferroviárias. Foi o trem que salvou a vida de muitas famílias cearenses, que pulavam nele para fugir da seca e vinham para Fortaleza”, pontuou o governador. “É a vida de vocês, essa família rodoviária, mas está entrelaçada diretamente com a vida de todos os cearenses”, completou o governador.

A secretária de Cultura, Luísa Cela, parabenizou todos os envolvidos no trabalho de resgate para o conteúdo do museu e enfatizou a importância da cultura para o desenvolvimento do Estado. “É importante um governo que reconheça a cultura como parte importante. Porque é impressionante a quantidade de pessoas que chegam à Estação que recuperam memórias e vidas. Entregar hoje esse museu é mais um passo na nossa responsabilidade, porque a cultura é um direito humano. As pessoas devem ter acesso a nossa memória porque é ela que faz sermos o que nós somos e que constrói nossa história”, enfatizou Luísa.

Nos trilhos da história

O Museu Ferroviário Estação João Filipe iniciou suas atividades no Complexo Cultural Estação das Artes no dia 25 de janeiro de 2023, com o lançamento de duas exposições temporárias no prédio da Associação dos Ferroviários Aposentados do Ceará (AFAC). No entanto, apenas agora a comunidade ferroviária recebeu o seu espaço físico permanente.

A diretora do novo Museu Ferroviário, Cristina Holanda, descreveu o momento como “muita emoção” e a realização de um sonho para todos aqueles que têm ligação com a história das linhas férreas do Ceará. “Esse um momento de muita emoção, estamos muito felizes com o dia de hoje. Esse momento da exposição de longa duração é um sonho antigo acalentado pelo setor ferroviário, que esse anos salvaguardaram esse patrimônio brasileiro, que é o patrimônio ferroviário”, comentou a diretora.

O novo museu ferroviário abriga a exposição de longa duração “Nos trilhos do tempo. Memórias da ferrovia do Ceará”, com curadoria assinada por André Scarlazari e Marcus Braga. A visitação é gratuita e aberta ao público, funcionando de quinta-feira a sábado da 12h às 20h, e aos domingos das 10h às 18h.

O acervo é oriundo dos objetos remanescentes do extinto Museu do Centro de Preservação da História Ferroviária do Ceará. Na época, o espaço foi coordenado pela Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), com apoio da Associação de Engenheiros da Rede Viação Cearense (AERVC). Os engenheiros da AERVC são consultores do atual Museu Ferroviário, que renasce agora sob gestão do Instituto Mirante.

Memória afetiva

Representando as famílias ferroviárias, Maria Erivany Soares, diretora de Comunicação Social da Associação dos Ferroviários Aposentados do Ceará (AFAC), uma das guardiãs da história por meio do acervo ferroviário, descreveu o momento como “histórico, de grande memória afetiva e de gratidão”.

“Estamos muito felizes nesse momento. Para a família ferroviária, hoje é um momento histórico, de grande memória afetiva e de gratidão”, comentou. “Tudo isso nos trás uma memória afetiva porque podemos rever, é onde nos reencontramos na história. Uma história de época em um contexto moderno. A família ferroviária hoje sente um pouco de alento. Quando nós entramos no museu, nós já nos sentimos parte daquilo, pois somos protagonistas dessa história”, complementou.

O mecânico ferroviário e maquetista, Antônio José Simão, que tem a vida toda ligada às linhas férreas cearenses, concorda com dona Maria. Para ele, de fato, é um momento de “memória afetiva”, mas também da concretização de um sonho. Fazendo parte de uma família que a paixão pelo setor ferroviário passa de geração em geração, agora Simão vê no Museu Ferroviário João Felipe a oportunidade da história ser sempre lembrada.

“Esse museu, para mim, representa a minha história, que eu perdi junto com o antigo Museu Ferroviário do Ceará. Eu tinha uma paixão muito grande por ele, pois eu trabalhava nas oficinas do Urubu e nas minhas horas de lazer eu ia visitar sempre o museu”, relembrou o ferroviário. “É todo esse tempo o nosso sonho era ter esse espaço, para termos nossas recordações que passam de pais, para filhos, para netos. E agora está se concretizando”, completou.

Avanço na cultura

Com inúmeras ações voltadas para a área da cultura nos últimos tempos, o diretor-presidente do Instituto Mirante, Tiago Santana, parabenizou o avanço do Estado na área, e como isso resulta em resultados positivos nas mais diversas esferas.

“Nós avançamos muito e é preciso reconhecer que tivemos a compreensão da importância de investir em cultura. A cultura impacta na educação, na saúde, na segurança pública e em outras áreas. A cultura faz parte desse conjunto de políticas que podem transformar a sociedade. E hoje somos reconhecidos como gestão de excelência”, finalizou.

 




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