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‘Que todo ódio seja convertido em cura’

A cantora Flora Matos se tornou alvo de críticas nas redes sociais, na noite da última segunda-feira (6), após se manifestar acerca das enchentes que levaram a um colapso sem precedentes — com 90 mortes — ao Rio Grande do Sul. Em publicação no X (antigo Twitter), a rapper brasiliense celebrou a corrente de solidariedade impulsionada sobretudo por dezenas artistas. Mas fez uma ponderação. “Muito bonito a população se organizando para ajudar a galera no RS. Dentro e fora do Brasil, mobilização. Espero que essa mobilização sirva de inspiração e que aconteça quando outros estados sofrerem com catástrofes desse tipo. You know”, considerou ela.

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Foi então que uma seguidora a questionou sobre como ela estaria ajudando os gaúchos. E Flora a respondeu: “Sendo não branca”. A afirmação repercutiu entre internautas, que passaram a criticá-la. “Isso não é uma pauta racial, mas se tu quer meter essa, melhor se informar sobre qual é a população mais afetada pela injustiça climática!”, sugeriu uma pessoa. Ao que Flora a rebateu: “Me explica o que falei de errado, porque não tô encontrando o erro em defender que essa mobilização inspire outras quando outros estados precisarem. Qual é o problema?”.

Em outro post, Flora relacionou — de maneira equivocada, como apontaram internautas — a tragédia no Rio Grande do Sul com a situação de povos originários no país. “Famílias indígenas morrendo assassinado o ano inteiro!!! Lembrete”. Pois bem, a publicação serviu de combustível para novas críticas na internet.

“O mais bizarro desse circo da Flora Matos é ela fazer uma tragédia que envolve outras pessoas serem sobre ela. E isso negando que existem também pessoas negras no Sul sofrendo neste momento!”, reclamou uma seguidora da artista.

Após a repercussão da polêmica, a cantora disse que se sente impedida de comentar alguns assuntos. “Lista de coisas que a Flora Matos não pode fazer: não pode se posicionar contra as injustiças que sofre; não pode questionar o racismo, se não você tá procurando validação de alguém; não pode defender a igualdade; não pode existir”, ironizou ela.

Em seguida, Flora acrescentou, em recado para os detratores: “Que todo ódio que vocês jogam seja convertido em cura e não desperte mais ódio em mim. Amém”.

Rapper de Brasília, filha do poeta Renato Matos, a artista de 34 anos se destacou em 2014 com o sucesso de “Pretin”, parte da trilha sonora de “Malhação — Sonhos” (2014), que a TV Globo reprisou em 2021 durante a pandemia de Covid-19. Em 2011, a canção rendeu uma indicação ao Video Music Brasil, prêmio da MTV, na categoria Hit do Ano. No ano anterior, ela já havia sido indicada como “Aposta MTV”.

Criada em uma família de artistas, aos 4 anos Flora começou a acompanhar o pai em suas apresentações. Aos 13, passou a frequentar bailes de rap e, cinco anos depois, já fazia shows como MC. A cantora ficou conhecida em 2010, quando gravou o mixtape “Flora Matos vs Stereodubs”. O estouro veio ao emplacar uma música na rádio BBC de Londres.

— Tudo começou naturalmente. Meu pai me deixava à vontade em meio aos discos e microfones… Fiz backing vocal para ele algumas vezes e, com 18 anos, vim para São Paulo em busca de viver de música — rememorou Flora, numa entrevista ao GLOBO, à época em que despontou nas rádios.

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