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Renascer estreia com 8 marcas e resgate da memória afetiva

Bárbara Sacchitiello
19 de janeiro de 2024 – 14h42

Renascer marcas

José Inocêncio (Humberto Carrão), finca o facão no pé do jequitibá, marcando o início da trama (Crédito: Fabio Rocha/Globo)

Atualizada às 16h23

Mais de 30 anos depois de sua primeira exibição, a novela Renascer, em nova versão, estreia na Globo nesta segunda-feira, 22. O remake, adaptado por Bruno Luperi, estreia na faixa mais nobre do canal com a missão de conquistar audiência e, também, as marcas anunciantes.

O novela já estreia na Globo com oito marcas garantidas. Itaú, que é patrocinador oficial da faixa de dramaturgia das 21 horas, ganha a companhia de Lacta. Dessa forma, as duas marcas estarão, diariamente, nas vinhetas de oferecimento de cada capítulo. A antecessora, Terra e Paixão, cujo último capítulo é exibido nesta sexta-feira, 19, estreou na emissora com cinco marcas, sendo uma patrocinadora e 4 em ações de conteúdo.

Além das duas patrocinadoras, seis marcas aproveitarão a história de José Inocêncio e sua família para promover ações de conteúdo: são elas: Ambev, BYD, Coca-Cola, General Motors, Sanofi e Vivo.

Renascer, memória afetiva e apelo comercial

Não há como falar sobre Renascer sem fazer um paralelo com Pantanal, um dos maiores sucessos da faixa nobre da Globo nos últimos anos e que, assim como Renascer, é uma obra escrita por Benedito Ruy Barbosa. Mais uma vez, o neto do autor, Bruno Luperi, ganhou a missão de adaptar a história, que se passa em Ilhéus, na Bahia, ao contexto dos dias atuais.

Segundo Luperi, apesar de ser um texto escrito há mais de 30 anos, Renascer é uma trama moderna. “Essa novela fala de renascimento, de reencontros, mortes e ressurgimento. O José Inocêncio [protagonista da história, que será interpretado por Humberto Carrão, na primeira fase, e por Marcos Palmeira, na segunda] é um personagem maravilhoso. Ele é desconstruído e se reconstrói, se transforma e se ressignifica e isso é muito importante para os dias de hoje”, conta o autor.

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Luperi recorda que tinha cinco anos de idade quando a primeira versão foi exibida e considera a novela o trabalho mais potente de seu avô. “Tenho todas as lembranças da memoria afetiva, de uma novela sendo concebida por ela e acontecendo na frente dos meus olhos. Ao longo desses 31 anos muitas coisas mudaram. O tempo determinou muito de como se aborda, como se trata certas narrativas e como se traduz aquela cena para os tempos de hoje”, conta.

Da trama ao intervalo comercial: as marcas em Renascer

Além das oito marcas que já firmaram acordo com a Globo para ingressar em Renascer, o departamento comercial também espera, ao longo dos próximos meses, inserir outros anunciantes no universo da trama.

O primeiro capítulo, por exemplo, é visto pela Globo como algo com forte apelo comercial, de acordo com Claudio Paim, diretor de produtos publicitários em canais da Globo. “O capítulo de estreia será especial, com duração estendida para ambientar todo o início da saga do protagonista, José Inocêncio. Esse movimento dá às marcas mais oportunidades de estarem presentes no break, tanto na TV como sinal simulcast do Globoplay”, diz o executivo.

O streaming, aliás, também ganha peso nas negociações comerciais feitas pela Globo. De acordo com a emissora, o volume de espectadores que assiste à trama pelo app, em tempo real, bem como consome o conteúdo dos capítulos em outro momento gera, aos patrocinadores, a oportunidade de se conectar com o público por múltiplas telas.

Entre as marcas patrocinadoras, também existe a expectativa de aproveitar os capítulos para promover determinados produtos e serviços. No caso de Itaú, que fez sua estreia como patrocinador da faixa das 21h em outubro do ano passado, durante a exibição de Terra e Paixão, aproveitará Renascer para destacar o serviço Uniclass.

Também como patrocinadora da faixa das 21 horas, pela primeira vez, a Lacta aproveitará a novela para tentar ampliar seu reconhecimento de marca e se aproximar dos consumidores em diversos momentos.

Já a Ambev escolheu, entre seu portfólio, a Brahma, que aparecerá na trama em ações de conteúdo, ou seja, em cenas em que os personagens comentam ou até fazem uso daquela marca. A Brahma já realizou ações de conteúdo na atual trama da faixa, Terra e Paixão.

A fabricante de veículos BYD escolheu a trama, além da visibilidade, por um motivo especial. Assim como a novela, a marca também tem a Bahia como sua casa. É no Estado que a companhia colocou sua fábrica, ao aproveitar a estrutura local da Ford.

Coca-Cola e Vivo, que já são parceiras da dramaturgia da Globo, também terão seus produtos e serviços inseridos em cenas e contextos da história. E a Chevrolet, que também exibirá seus modelos na trama, aproveitará Renascer para fortalecer a celebração dos 100 anos da companhia no Brasil, que serão completados em 2024. E o laboratório Sanofi decidiu investir na trama para promover a marca Enterogermina por meio de ações de conteúdo.

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