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saiba como o Orixá caçador pode abrir caminhos em sua vida

“Eu vi chover eu vi relampejar, mas mesmo assim o céu estava azul Samborê. Pemba é uma folha de jurema, Oxóssi reina de norte a sul”. Intitulado de Oxotocanxoxo (guerreiro de uma flecha só), pois ele precisa apenas de uma para acertar o seu alvo, Oxóssi é o orixá das matas, da caça, da fartura, da sabedoria e da contemplação. Oxóssi ensina os segredos e saberes da mata, a respeitar a natureza e os seres que lá habitam, além de nos ensinar a nos movimentarmos –  mas também, a paciência, pois muitas vezes é preciso esperar o momento certo para atirar a sua flecha – afinal,  caçador afobado afugenta o seu alvo. 




Hoje é Dia de Oxóssi

Hoje é Dia de Oxóssi

Foto: Shutterstock / João Bidu

Oxóssi e os sincretismos

Como mencionado no canto popular de Roque Ferreira, “Na Bahia é São Jorge, no Rio, São Sebastião, Oxóssi é quem manda nas bandas do meu coração…”. Oxóssi possui dois sincretismos: São Sebastião, comemorado no dia 20 de Janeiro, e  por ser reconhecido pela  sua energia e força, nos mostrando a enfrentar as dificuldades em nosso caminho, na Bahia, Oxóssi é sincretizado com São Jorge, celebrado dia  23 de abril (vale lembrar que em muitos lugares, São Jorge é sincretizado com Ogum – orixá da guerra, das estradas e da tecnologia).

O dia da semana de Oxóssi é quinta-feira e as suas cores são o verde e o azul. Sua saudação é “Okê arô”, “Salve o Grande Caçador!” e seu nome, que provém do Iorubá,  significa “caçador popular” ou “guardião popular”.

Chegada de Oxóssi e os caboclos

Rei de Ketu, onde era realizado o culto a esse orixá, localizado na região do Benin e Nigéria, conta a história que quando Oxóssi chegou em terras brasileiras junto dos Iorubás, se tornou regente dos caboclos espíritos dos verdadeiros donos das américas – os povos indígenas – que sofrem até hoje com a negligência. Os caboclos são os responsáveis por levar aos terreiros toda a sua força, sabedoria e resistência.

Contemplação e encontro interno

Oxóssi, junto dos caboclos, nos convida a olharmos para a mata fechada que existe em nosso coração, contemplarmos a natureza de nosso ser, silenciar os barulhos externos e internos para que possamos nos encontrar na trilha de nossa alma e, assim, mirar no alvo de nossos sonhos. Ele nos mostra que não adianta buscar uma nova trilha se não mudar a maneira de caminhar, pois aquele que respeita e preserva a vida e a natureza não vai conhecer escassez nem para si ou para as futuras gerações que vão vir.

Quando devemos nos conectar com o Orixá caçador

Sempre que nos sentimos perdidos, sem saber para onde mirar, quando desejamos alcançar um objetivo, se estivermos precisando de coragem ou na busca de fartura, boas energias e influências.

Firmeza de Oxóssi para abrir caminhos

No seu altar ou local onde costuma fazer orações, acender velas, ofereça para Oxóssi uma vela verde, um copo de cerveja e algumas frutas, como bananas, mamão, uva verde ou maçã. É comum colocar também milho nas oferendas, pois este representa a prosperidade – em um milho se encontram muitos grãos, por isso esta  representação. Pode enfeitar com folhas de samambaia, alecrim, hortelã e folha de manga – essas que também podem ser utilizadas para fazer banho na energia e força de Oxóssi.

Feito isso, peça a benção, direcionamento, força, proteção, inspiração. Direcione essa energia também aos seus caboclos para que te ajudem e tragam o axé (força de realização e manifestação do poder divino).

Cuidado com oferendas na natureza

Contudo, é de extrema importância lembrar sobre oferendas realizadas na natureza, devemos tomar cuidado de não poluir o meio ambiente, pois velas podem provocar incêndios, resíduos de parafina e, apesar dos alguidares serem feitos de barro, ele demora muito tempo para se degradar, assim como garrafas, copos e comidas na beira dos rios, cachoeiras e lagos que acabam poluindo a natureza. A única coisa que se deve deixar são as flores e frutas que se dissolvem rapidamente. Se for utilizar outros elementos, lembre-se de levar embora depois e descartar da maneira correta, pois a natureza é casa de orixá  – preservar e respeitar também é uma forma de gratidão e  zelo com o sagrado.

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