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“Ser mãe é vivenciar a forma mais pura do amor”, define a oficiala de Justiça Mariana Pinheiro

Homenagem especial

Por meio do relato das oficialas Helaine, Mariana, Alivanete e Helena o Sindojus presta homenagem a todas as mulheres que possuem a força maior e mais verdadeira que existe: o amor de mãe

Ser mãe sempre esteve nos planos de Helaine Fernandes, oficiala de Justiça da comarca de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Ela conta que, na verdade, nunca se imaginou sem ser mãe. “É uma experiência que eu intitulo das mais engrandecedoras que a pessoa pode ter neste plano, que é ser mãe”, destaca a servidora, que tem três filhas: de 20 anos, 19 anos e 4 anos. Helaine acrescenta que se sente realizada nesse papel. “Como dizem algumas amigas, nesse CNPJ de mãe. Para mim é uma grande realização, uma grande felicidade gerar e formar um ser humano honrado e decente nesse mundo tão louco que a gente está vivendo atualmente”, diz.

A experiência com a maternidade fez com que Helaine passasse a ver a sua mãe de outra forma. Antes, ela sentia um amor profundo pela mãe, mas depois passou a ter uma gratidão e perceber quanta força e bravura ela possui. “Depois que eu fui mãe e que os meus pais se separaram foi que eu percebi a força e a garra que ela tem, e o orgulho grande de ter esse DNA, o DNA da minha mãe”, exalta.

Oficiala de Justiça Helaine Fernandes, de Caucaia, com as três filhas. Foto: Arquivo pessoal

Sem romantizar essa jornada, oficialas relatam também o desafio de conciliar a maternidade com a profissão e todas as responsabilidades da vida adulta. Helaine conta que teve um momento de sua vida que tentava conciliar tudo. Atualmente, em prol de sua saúde física e mental, passou a se cobrar menos.

“Procuro dar o meu melhor em todos os aspectos, na questão profissional, mas tem hora que você também tem que viver. Não é só morrer pelo seu filho, porque se acontecer alguma coisa com você, como seu filho vai ficar, né? Então é um grande desafio ter que equilibrar tudo. Deus te deu oportunidade de ser mãe, ser Oficiala de Justiça, de ter uma família, né? Então é agradecer a tudo isso, esse desafio”, pontua.

Oficiala de Justiça Mariana Pinheiro, de Fortaleza, com o esposo e a filha. Foto: Arquivo pessoal

Ser mãe é vivenciar a forma mais pura do amor

Enquanto aguardava ser atendida em uma consulta médica, a oficiala de Justiça Mariana Pinheiro, da Central de Mandados Judiciais (Ceman) de Fortaleza, aproveitou para responder às perguntas dessa matéria especial preparada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) neste Dia das Mães.

Mariana diz que ser mãe sempre esteve no seu imaginário, embora às vezes pensasse ser um pouco inatingível, ora por insegurança, ora por saber que a mulher possui comumente limitações físicas para se tornar mãe. E eis que Deus a presenteou com Maria Eduarda, de 8 meses, e pôde vivenciar a forma mais pura do amor. “Amor que transcende todas as grandezas, todas as medidas, todos os limites”, define.

“Em verdade, é um renascer, minha filha nascendo para o mundo, e uma nascendo para a outra. Agora somos duas, para sempre. É um mergulho no desconhecido, um mundo novo que se apresenta, mas quando você olha aquele rostinho pela primeira vez parece que é um reencontro. É o mundo inteiro ali dentro do seu abraço. Um ser tão pequenino, tão indefeso, tão perfeito, que depende totalmente de você. A batida acelerada daquele pequeno coração, antes pulsante dentro de você, agora batendo junto ao seu, é uma experiência sublime e inesquecível”, complementa.

A chegada de um filho muda tudo e com Mariana não foi diferente. Ela comenta que são inúmeros os desafios, mas assegura que tudo é superado “por essa verdadeira revolução do amor”. “Às vezes a gente se desconhece como a antiga pessoa que éramos. Essa nossa ‘nova’ versão, exausta, desarrumada e, desmemoriada, mas plena de encantamento e luz”, fala.

Amor de avó é dobrado

Oficiala de Justiça Alivanete dos Santos, de Assaré, com o filho e as netas. Foto: Arquivo pessoal

Mãe de três filhos e avó de três netos, Alivanete dos Santos, da comarca de Assaré, ajudou a mãe a criar os três irmãos mais novos. Ela é a quinta filha de uma prole de oito. Seu senso de maternidade é tão forte que, de forma instintiva, assumiu os cuidados também dos netos, que a chamam de mamãe. “Os meus netos são a minha vida, eles me fazem muito feliz. Sem eles eu não sou ninguém. Quando tive Covid e tivemos que nos separar foi bem difícil”, recorda.

Alivanete conta que criou os filhos e netos da mesma forma que foi criada, ensinando-os a serem obedientes. Até hoje, apesar de o filho ter 37 anos, ela diz que só vai dormir quando ele já está em casa.

Oficiala de Justiça Helena Feitosa, de Tauá, com o filho. Foto: Arquivo pessoal

Mãe de um único filho, Maria Helena Feitosa, da comarca de Tauá, foi presenteada com três netas, de 14 anos, 12 anos e 4 anos. Como só teve um filho, ela confessa que é verdadeiramente apaixonada por ele. Depois que nasceram as netinhas, no entanto, ela passou a dividir o amor entre o filho e as netas. “Fica essa divisão de amor entre o pai e as crianças. Sou muito apegada às minhas netas e elas a mim, tem duas que me chamam de mãe. É uma coisa muito bonita você ser mãe e ser avó é ainda mais. Eu me sinto feliz. Conciliar com o trabalho é que fica pesado”, observa Helena, que neste fim de semana estará novamente de plantão.

Homenagem especial 

Neste 19 de maio, o Sindojus Ceará deseja um feliz Dia das Mães a todas as Oficialas de Justiça, que se desdobram para dar conta do trabalho e das inúmeras tarefas que a maternidade e o ser mulher exigem. Por meio do relato das oficialas Helaine, Mariana, Alivanete e Helena a entidade presta homenagem especial a todas as mulheres, as quais possuem a força maior e mais verdadeira que existe: o amor de mãe.

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