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‘Titanic’ os Clássicos dos anos 90 Recordistas de Vitórias no Maior Prêmio do CINEMA

É janeiro. E todo início de ano os cinéfilos do mundo todo só pensam em uma única coisa: o Oscar. O maior prêmio da sétima arte acontecerá no dia 10 de março de 2024, com transmissão direto de Los Angeles. Antes disso, no entanto, os fãs poderão conhecer os nomeados à maior honraria do cinema no dia 23 de janeiro – que é quando serão anunciados os indicados. Ou seja, está pertinho.

Enquanto não começamos a correria para assistir a todos os indicados nos cinemas (aqui no Brasil as distribuidoras seguram os que têm chance para os meses de janeiro e fevereiro), propomos uma matéria diferente sobre o Oscar, apostando também em um tema que é nossa especialidade: a nostalgia! Mas dessa vez, dos anos 90. Nessa nova matéria iremos revelar os filmes que são os recordistas de estatuetas douradas na década de 1990. Conheça abaixo os filmes que mais venceram o Oscar naquela década.

Não tem jeito, ‘Titanic’ segue como o “rei do mundo”. Um dos maiores filmes da história do cinema, e um verdadeiro fenômeno que talvez só os que estavam vivos na época consigam mensurar, ‘Titanic’ é não apenas o grande vencedor do Oscar nos anos 90, como também um dos maiores da história. Foram 14 indicações e 11 prêmios – nas categorias de melhor filme, diretor (James Cameron), fotografia, direção de arte, figurino, edição, som, efeitos especiais, edição de som, trilha sonora e canção. Só não levou mesmo os de melhor atriz (Kate Winslet), coadjuvante (Gloria Stuart) e maquiagem.

Logo abaixo de ‘Titanic’, em segunda posição com o maior número de prêmios no Oscar na década de 90, está o épico romântico ‘O Paciente Inglês’ – que não envelheceu tão bem quanto o item acima, ou sequer foi um fenômeno unânime em sua época de lançamento – como brincou um episódio da série ‘Seinfeld’. Seja como for, levou o Oscar de melhor filme e mais os de coadjuvante (Juliette Binoche), diretor (Anthony Minghella), fotografia, direção de arte, figurino, som, trilha sonora e edição – num total de doze indicações. Só não levou as de ator (Ralph Fiennes), atriz (Kristin Scott Thomas) e roteiro adaptado.

Em terceira posição temos o faroeste humanizado de Kevin Costner, que abriu a década de 90 com chave de ouro e foi o primeiro filme a mostrar os nativo-americanos sob uma perspectiva. ‘Dança com Lobos’ levou o Oscar de melhor filme e também os de diretor (Costner), roteiro adaptado, fotografia, som, edição e trilha sonora – num total de doze indicações também. Não levou os de melhor ator (Costner), coadjuvantes (Mary McDonnell e Graham Greene), direção de arte e figurino.

O nazismo é sinônimo de intolerância. Sendo assim, a obra-prima de Steven Spielberg ainda se vê necessária nos dias de hoje, servindo e estudo para que não repitamos os mesmos erros do passado. Além de melhor filme, ‘A Lista de Schindler’ ainda levou para casa os prêmios de diretor (Spielberg), roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, edição e trilha sonora, deixando de levar os de ator (Liam Neeson), coadjuvante (Ralph Fiennes), figurino, som e maquiagem.

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Nem sempre os membros da Academia acertam. E ainda mais aguado que ‘O Paciente Inglês’ é o romance “água com açúcar” ‘Shakespeare Apaixonado’. Os brasileiros em especial guardaram ranço do longa porque a insossa Gwyneth Paltrow derrotou nossa “monstra sagrada” Fernanda Montenegro. Além disso, o filme levou para cima de ‘O Resgate do Soldado Ryan’, o que jamais poderia ter acontecido. Além de melhor filme, também levou o citado de atriz, coadjuvante (Judi Dench), roteiro original, direção de arte, figurino e trilha sonora, num total de treze indicações.

Um dos filmes mais marcantes dos anos 90, ‘Forrest Gump’ consagrou Tom Hanks e o colocou num patamar de recorde atingido por apenas outro intérprete na história da sétima arte: Spencer Tracy. Hanks foi o segundo ator a ganhar o Oscar de protagonista por dois anos seguidos, graças a este filme. Ele já havia vencido no ano anterior por ‘Filadélfia’. O filme também estava indicado para treze prêmios, e levou seis, incluindo melhor filme, ator e diretor (Robert Zemeckis).

Logo abaixo temos um filme do início da década. ‘O Silêncio dos Inocentes’ é um thriller com toques de terror que introduziu um dos maiores vilões da sétima arte nas formas de Hannibal Lecter, magistralmente interpretado por Anthony Hopkins. Sendo assim, é muito legal ver que um filme deste, de gênero, chegou tão alto em seu prestígio na maior noite do cinema. E melhor ainda saber que foi o último filme a vencer o chamado Big Five: os prêmios de melhor filme, diretor (Jonathan Demme), ator (Hopkins), atriz (Jodie Foster) e roteiro (adaptado) – num total de sete indicações.

O épico medieval sobre a revolta promovida na Escócia em relação aos crimes cometidos pela coroa britânica rendeu um dos longas mais empolgantes do gênero. O principal feito, porém, foi colocar o astro Mel Gibson no topo do mundo, consagrado em Hollywood também como diretor, assim como Clint Eastwood havia feito dois anos antes. Também foram cinco Oscars para ‘Coração Valente’ (num total de dez indicações), porém, tirando as de melhor filme e diretor (Gibson), as outras três estatuetas foram técnicas.

Essa é piada pronta. Nem mesmo Shakespeare acharia que ‘Shakespeare Apaixonado’ é melhor filme que ‘O Resgate do Soldado Ryan’ e merecia levar em cima do drama épico de guerra de Steven Spielberg. ‘Soldado Ryan’ estava indicado para onze prêmios – e levou cinco, dos quais apenas melhor diretor (Spielberg) não foi um prêmio técnico.

Agora chegamos ao grande vencedor que fechou os anos 90 com chave de ouro. Politicamente incorreto e se valendo dessa característica numa época em que isso não era visto com os maus olhos de hoje, quase ninguém mais fala de ‘Beleza Americana’ atualmente. Parte disso se deve também ao protagonista, o “maldito” Kevin Spacey, banido de Hollywood por seus assédios sexuais. ‘Beleza Americana’ venceu quatro prêmios importantes: melhor filme, diretor (Sam Mendes), ator (Spacey) e roteiro original – ficou faltando apenas o de melhor atriz para Annette Bening (que foi indicada, mas não levou) para fechar o Big Five.

Fechando a lista dos maiores vencedores do Oscar nos anos 90, temos agora o faroeste que é uma verdadeira obra-prima de Clint Eastwood. O ator se consagrou no gênero, sendo assim, nada mais justo do que sua despedida no tipo de filme viesse assinada pelo próprio. E não apenas isso, ‘Os Imperdoáveis’ é considerado um dos melhores faroestes de todos os tempos. Levou as estatuetas de melhor filme, diretor (Eastwood), coadjuvante (Gene Hackman) e edição.

Uma das maiores curiosidades do Oscar nos anos 90 diz respeito ao filme ‘Um Sonho de Liberdade’. Considerado no IMDB o melhor filme de todos os tempos, sem que nenhum outro consiga derrubá-lo (não tem para ‘O Poderoso Chefão’ e nem para ‘O Cavaleiro das Trevas’), no Oscar ‘Um Sonho de Liberdade’ foi um dos maiores perdedores da história. Isso porque o filme esteva indicado para sete Oscars e não levou nenhum deles. É mole? Parece que o filme riu por último e seu maior prêmio foi o teste do tempo, e a consagração como o melhor filme de todos os tempos. Pelo menos no IMDB.

O Brasil nunca esteve tão no Oscar quanto na década de 1990. Foi nesta época que nosso país recebia nada menos que 4 indicações ao Oscar, em três anos diferentes. Tudo começou com a chamada retomada do cinema brasileiro. Logo de cara, ‘O Quatrilho’ (1995), filme de Fábio Barreto, com Glória Pires e Patricia Pillar era nomeado ao prêmio de produção estrangeira. Dois anos depois era a vez do thriller político ‘O Que É Isso, Companheiro?’ (1997), de Bruno Barreto, com Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães e Cláudia Abreu.

Por fim, o que é provavelmente o filme brasileiro mais marcante dos anos 90, ‘Central do Brasil’. A obra-prima de nosso cinema consagrou Fernanda Montenegro como a única brasileira a ser indicada ao Oscar como atriz protagonista na história da sétima arte. E se não dependesse de politicagem, ela estaria com sua estatueta (que terminou nas mãos da insossa Gwyneth Paltrow). Fora isso, o longa também foi nomeado para melhor produção estrangeira.

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